terça-feira, 29 de junho de 2010

Batendo bola com craque da Seleção

Muuuuuuuuuito legal o papo com Paulo Henrique, lateral esquerdo da Copa de 66, na Mercearia. O ex-jogador falou sobre a emoção de defender a Seleção Brasileira num Mundial e disse, entre outras coisas, que Garrincha era tranqüilo e não merecia a fama de boêmio. “Ele só gostava de pescar”, garantiu. Não viu ainda o programa? Então assista às 19 ou 22 horas, até sexta-feira.

[Foto: Leon - não sei o sobrenome dele]

segunda-feira, 28 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sem admitir erro, Prefeitura diz agora que R$ 18 milhões são para toda a obra do Canal

Acabo de receber do jornalista Eduardo Ribeiro, assessor de imprensa da Secretaria de Obras da Prefeitura de Campos, o seguinte e-mail:

"Caro colega jornalista,

As obras de recuperação e urbanização do canal Campos-Macaé correspondem ao trecho entre a Rua Tenente Coronel Cardoso e a Avenida Nilo Peçanha, dentro do contrato previsto.

Se encontra em fase de detalhamento de projeto executivo outras intervenções para a área, como um viaduto sobre a Avenida 28 de Março até a Avenida Nilo Peçanha.

Atenciosamente,
Eduardo Ribeiro,
Assessor Secretaria de Obras e Urbanismo".


Como este e-mail contraria as informações que a própria assessoria da Secretaria de Obras vem dando, pelo menos, desde abril deste ano, respondi ao e-mail com o pedido de mais informações:

"Caro colega da Assessoria da Secretaria de Obras.

Em face do lacônico texto que me foi enviado, ainda me restam algumas dúvidas:

1 - Qual o motivo para constarem informações sobre a relação valor-trecho nos releases dos dias 10/04/2010 e 03/05/2010 e em entrevista por e-mail como o secretário de Obras, César Romero, diferentes das que agora esta assessoria me encaminha?

2 - Não procede então informação vinda desta assessoria segundo a qual estaria "em fase de orçamento" novas etapas da Obra do Canal?

3 - Se houve um erro da Secretaria de Comunicação ou da Assessoria da Secretaria de Obras, estas não devem um pedido de desculpas à população e ao jornalista que foi induzido a erro?

Grande abraço e ainda no aguardo
Vitor Menezes"

Todas as explicações que forem dadas pela Prefeitura de Campos sobre a polêmica acerca do valor das obras do Canal Campos-Macaé serão registradas no programa da próxima semana, que será gravado na noite de hoje (24/06/2010).

terça-feira, 22 de junho de 2010

Após denúncia da Mercearia, Prefeitura complica ainda mais as informações sobre o Canal


"O investimento é de R$ 18,6 milhões e a área de intervenção está compreendida entre a rua Tenente Coronel Cardoso a Avenida Nilo Peçanha". Esta é a última frase de um release da Prefeitura de Campos divulgado no final da tarde de hoje (aqui), a pretexto de registrar uma visita da prefeita Rosinha Garotinho às obras do Canal Campos-Macaé (foto da Secom acima).

Este trecho, para este valor, não foi o mesmo que me foi informado pelo secretário de Obras, César Romero, por meio do assessor Eduardo Ribeiro, em e-mail no último dia 15. A reprodução das duas perguntas, com suas respostas, é a seguinte:

"RESPOSTAS do Secretário César Romero

1 – O valor de R$ 18 milhões para as obras no Canal Campos-Macaé corresponde exatamente a qual trecho?
R- Rua Ten.Cel. Cardoso à Rua Conselheiro Otaviano

2 – Qual será o custo e qual o trecho abrangido por novas etapas da obra do Canal Campos-Macaé?
R - Está em orçamento".

Também não foi o mesmo o que disse release da assessoria da Secretaria de Obras em 3 de maio (aqui) passado:

"O investimento é de R$ 18.730.816,24 e a área de intervenção está compreendida entre a avenida Pelinca e a Avenida Tenente Coronel Cardoso, num trecho total de 760m lineares, até o seu trecho já coberto, em frente ao Mercado Municipal".

E, igualmente, não foi o mesmo do que outro release, de 10 de abril (aqui), disse:

"O novo Canal Campos-Macaé vai receber um investimento de R$ 18.730.816,24, com as obras compreendendo a Avenida Pelinca e a Avenida Tenente Coronel Cardoso (antiga rua Formosa), em um total de 760 metros lineares."

Antes do release do final da tarde de hoje, enviei e-mail com novas perguntas, buscando esclarecer o caso. Não obtive resposta. Agora, a história fica ainda mais sinuosa. O que terá motivado o recuo da Prefeitura no fatiamento da obra? Ou será que não houve, na verdade, recuo algum e, mais uma vez, a administração informa incorretamente à população? Ou, ainda, estaria equivocada a Secretaria de Obras, fazendo novos orçamentos sem necessidade, quando, na verdade, tudo já está resolvido, com a contratação da Imbeg para a construção de toda a obra do Canal, da Formosa até a Nilo Peçanha? 

Como se diz popularmente, nesse angu tem caroço.

Clique nas imagens abaixo para conferir os releases de 03.05.10 e de 10.04.10 (as datas no alto do documento são do dia da impressão no site da Prefeitura, a data da publicação está no final do release), além do e-mail com as respostas do secretário César Romero para a Mercearia:


Link: http://www.campos.rj.gov.br/portal/exibirNoticia.php?id_noticia=1388





Link: http://www.campos.rj.gov.br/portal/exibirNoticia.php?id_noticia=1018



E-mail com as respostas do Secretário de Obras, César Romero, enviado pelo assessor Eduardo Ribeiro em 15 de junho passado.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Canal Campos-Macaé: pague um, leve meio.

Obras do Canal não ficarão nos R$ 18,6 milhões anunciados

O programa desta semana traz uma notícia importante para o contribuinte campista: diferentemente do que anunciam as placas no local (post abaixo), a imprensa e o extrato do contrato com a empreiteira Imbeg (ao lado, clique na imagem para ampliar), as obras do Canal Campos-Macaé não ficarão nos R$ 18,6 milhões divulgados. Como admitido à Mercearia pelo próprio secretário de Obras, César Romero, este valor corresponde apenas ao trecho Formosa-Pelinca (ou tenente coronel Cardoso-Conselheiro Otaviano).

As placas que indicam, incorretamente, que o valor corresponde ao trecho Tenente Coronel Cardoso - Av. Nilo Peçanha continuam nas margens do Canal. São os mesmos R$ 18,6 milhões e trecho previstos no Diário Oficial, como registrou aqui, na época do início da obra, o sempre atento advogado Cléber Tinoco.

O secretário Romero disse ainda à Mercearia que outras etapas da obra estão em fase de orçamento.

Perguntas que não querem calar: por conta de que uma mesma obra, com o mesmo projeto arquitetônico, precisa ser fatiada? Por conta de que informaram incorretamente a população sobre o valor da obra? São necessários realmente R$ 18,6 milhões para obras em um trecho tão pequeno, entre o Mercado e a Rodoviária?

Nos demais blocos, o programa também fala do cenário político do cassa-não-cassa na Prefeitura de Campos e sobre, evidentemente, Copa do Mundo.

O programa inédito vai ao ar daqui a pouco, às 19h desta segunda, 21. A Mercearia Campista é reprisada nas noites de segunda a sexta, às 19h e 22h, na Mult TV (Canal 8 da Via Cabo ou ao vivo em http://www.multtv.com.br/).

sábado, 19 de junho de 2010

O jogo dos 18.668.259 erros

Descubra o que tem de errado na imagem acima e ganhe uma cachaça Pé de Moleque.
Resposta: na próxima edição da Mercearia.

APOIO:


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Apenas para efeito de registro

Não, não estaremos torcendo para a Argentina, nesta quinta-feira, diante da Coréia do Sul. Digo no plural referindo-me a Vitor Menezes, Ricardo André e a mim mesmo. Nosso colega de bancada na Mercearia, o “hermano” Gustavo Oviedo, este, sim, tem motivos de sobra para roer unhas, dar socos no ar e soltar o grito a cada gol azul e branco. Aí vai, então, esta singela imagem como prova da democracia reinante no ambiente mercearístico.

[Foto: Álvaro Marcos]

terça-feira, 15 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Brasil, sil, sil, sil, sil

Nesta terça-feira o Brasil estréia na Copa do Mundo. E a Mercearia entrou no clima desde quinta-feira passada, quando foi gravado o programa que está no ar. Não à toa, este “bandeirão” passou a fazer parte do cenário. Como se trata de empreendimento internacional, há, reparem bem, outra referência esportiva sobre a mesa. De um tal país vizinho, contra o qual temos imensa rivalidade futebolística, origem do mercearístico Oviedo.

[Foto: Álvaro Marcos]

domingo, 13 de junho de 2010

Programa especial Copa do Mundo com Péris Ribeiro


Enfim chegou cliente na Mercearia Campista. Primeiro convidado a frequentar as suntuosas instalações do nosso comércio, o jornalista Péris Ribeiro dá um banho de conhecimento sobre copas do mundo no programa que vai ao ar a partir desta segunda-feira.

Autor de "Didi, o gênio da folha seca", que teve a segunda edição lançada em 2009, Perinho participa de três blocos do programa. Ele falou, claro, sobre Didi, mas também sobre armações na Copa, desprezo de Campos pela memória, feitos da seleção argentina (o que muito alegrou o Gustavo), sua trajetória no jornalismo esportivo, imprensa campista, entre muitos outros temas enciclopédicos.

O programa especial Copa do Mundo fica no ar de 14 a 18 de junho, às 19h e às 22h, na Mult TV (Canal 8 da Via Cabo ou em http://www.multtv.com.br/).

[Foto: Máquina do Álvaro]

sábado, 12 de junho de 2010

A obsessão da mídia brasileira: os argentinos

Não vou pedir pros brasileiros torcerem por Argentina-eu também não torço pelo Brasil, pelo menos enquanto a seleção de Maradona estiver na corrida.

Mas a mídia poderia maneirar com esse sentimento anti-argentino que mostra a cada reportagem. Não é paranoia, pessoal. Tenho o bom humor suficiente para saber que as provocações fazem parte do encanto do futebol. Agora, reinterpretar as declarações dos argentinos para mostrá-los como arrogantes e provocadores quando isso não acontece já é má-vontade.

Veja a reportagem de Merval Pereira desde África do Sul. Ele fala acerca do apoio que os próprios sul-africanos darão à seleção da Nigéria, que enfrenta hoje a Argentina. No minuto 3:00, Pereira disse que 'os argentinos desdenham o apoio' . Ele traduz a declaração de um argentino: "não precisamos o apoio deles (os sul-africanos) vamos ganhar de qualquer jeito", embora se ouça de fundo que o argentino disse, em espanhol: "creio não precisamos, pensamos que vamos ganhar".

Esse pessoal da Globo são uns maricones!



Suntuosas instalações do lugar secreto

Os espectadores podem ficar tranquilos. Todos os programas são gravados com a máxima segurança, em obediência a todas as normas técnicas, especialmente em relação às instalações elétricas.


[Foto: Vitor Menezes]

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Detalhes do cenário: o caderno do fiado

Toda mercearia que se preza tem que ter um. O nosso, por enquanto, está vazio. Não pelo fato de os clientes pagarem sempre à vista, mas pelo fato deles não existirem. Alguém aí se candidata a abrir uma conta no caderninho?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Maldita Copa do Mundo

No ultimo programa falamos da expectativa que gera a Copa (ver vídeo aqui embaixo). Eu disse lá que o torcedor fanático é um sujeito que não aprecia o bom futebol, apenas o resultado, seja como for obtido. Essa figura costuma crescer ainda mais nos Mundiais.

Reproduzo aqui um texto do jornalista argentino Quintin, que simplesmente arrasa com o maior evento esportivo da Terra:

"Com a Copa do Mundo acontece o contrário da maioria dos esportes. Roland Garros ou Wimbledon, a série Mundial de beisebol, as finais do NBA ou o Superbowl expressam o melhor de cada disciplina. Na Copa do Mundo, todavia, se joga muito mal, pior que nas instâncias normais do futebol. Ainda com a emoção e a especulação, é bem superior a Champions League e nem falar das definições dos campeonatos nacionais. Já foi diferente, mas ninguém espera ver bom futebol na Copa, nem que seja igual ao Mundial da Suiza 54 ou México 70. Toda a emoção se limita à adrenalina gerada diante da expectativa pelo ganhador nos jogos das fases eliminatórias. Nas ultimas copas, acabei me conformando com coisas ridículas, tipo que os jogos não sejam definidos nos pênaltis. Embora todo o exposto, o espetáculo de segunda categoria está cada vez mais popular.

A praga nacionalista globalizada, com as suas conotações totalitárias, se manifesta nos Mundiais como em poucos eventos humanos. Hordas de bêbados e mentes infantis encontram cada quatro anos a possibilidade de deixar que apareçam os seus piores instintos. Tem alguma coisa assustadora e inevitável neste folclore para sub-normais.

Se Argentina ganhar a Copa ou sair vice, deveremos suportar os excessos maradonianos por outros quatro anos. Se isso não acontecer, passaremos do misticismo ao cientificismo e assitiremos o retorno de Bielsa, de quem leio no jornal proibiu os seus jogadores o sexo, o Facebook, a internet à noite e falar com jornalistas, alem de enviar a imprensa assistir os treinos chilenos desde um morro localizado a um quilometro de distancia e suspender a ultima coletiva porque um cinegrafista pegou imagens ‘desde um lugar não autorizado’ . As vezes penso que se Maradona é o técnico adequado para os Kirchner, o Bielsa é perfeito para Pinochet.

Mas não somente devemos sofrer com Maradona e Bielsa. Os técnicos mais especulativos e desagradáveis parecem ter achado o caminho para todas as seleções nacionais. Começando pelo desprezível Dunga e continuando com Parreira, Tavares, Domenech, Aguirre, Rehhagel (aquele que ganhou a Eurocopa com Grécia, colocando uma linha de cinco na defesa), Capello, Lippi, Eriksson. Os outros, com a honrosa exceção de Del Bosque, não os conheço, mas devem ser a mesma coisa.

Para piorar tudo, vão jogar com uma bola impossível de ser dominada. A FIFA, além de ser corrupta, está integrada por imbecis. Fabricam bolas cada vez mais difíceis de controlar pelos jogadores e de pegar pelos goleiros, em parte graças à incompetência da empresa fornecedora, mas também porque supostamente querem favorecer o aumentos de gols. Mas ao mesmo tempo proíbem a paradinha nos pênaltis (alguém pode me explicar o que a paradinha tem de errado?) e, acima de tudo, insistem na modificação da Lei do Impedimento, que não habilita aqueles que estão adiantados no rebate da bola, idéia ótima para anular uns dois gols por jogo.

Desde que comecei a assistir os mundiais, no 62 (70 ao vivo), essa é a primeira vez que não tenho a menor expectativa acerca do que vai acontecer. Apenas uma coisa a favor: dado que se joga no hemisfério sul e é inverno, não fará o calor infernal que destruiu os últimos torneios.

Faltam poucas horas."

Confesso que eu entro na categoria do monstro chauvinista que se transforma a cada quatro anos. Mas não posso deixar de reconhecer que o cara está com a razão. Ele falou ainda mais coisas ruins da Copa. Quem quiser ver todas elas, em espanhol, está aqui.




Detalhes do cenário: a toalha quadriculada

Mais uma “coincidência”: a toalha sempre imunda que cobre a bancada é quadriculada em azul e branco, as cores da bandeira da Argentina. Consta que a intenção era fazer uma referência às toalhas de pequenos restaurantes. Sei não.

[Foto: Vitor Menezes]

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A Mercearia dá um show de bola

As interessantíssimas conversas no intervalo da Mercearia III

Detalhes do cenário: o produto que virou prêmio

No final de 2009, queríamos fazer algo diferente para o último programa do ano. Daí que bolamos a entrega do troféu óleo de peroba, produto que já estava à mão ali na prateleira. Como nenhum agraciado apareceu para buscar, ele continua no cenário até hoje.



[Foto: Vitor Menezes]

terça-feira, 8 de junho de 2010

Oferta da semana - cinema

Distrito 9
Os extraterrestres também são gente.

Se eu recomendasse aqui um filme africano que fala sobre segregação racial, poderia se pensar em qualquer coisa menos em ficção científica. Mas ‘Distrito 9 não somente pertence a esse gênero cinematográfico como também surpreende pelos efeitos especiais, pela ação e pela originalidade do roteiro.

Uma nave espacial 'encalhou' acima da cidade de Johanesburgo devido a alguma avaria mecânica, há 28 anos, e dela desceram milhões de alienígenas que não tinham a menor idéia do que viram fazer na Terra. O governo sul africano criou uma espécie de gueto-favela para que se estabeleçam ali os bichinhos até decidirem qual será o seu destino final. O filme explora as evidentes semelhanças entre a segregação alienígena e aquela outra que o pais experimentou até 1994.

Produzida por Peter Jackson, o diretor da saga “Senhor dos Anéis”, e dirigida pelo debutante Neill Blomkamp, Distrito 9 captura a essência daquela corrente cinematográfica que entende que um filme pode passar sua mensagem política sem sublinhados e sem subestimar a inteligência do espectador. E ainda ser divertido.


Detalhes do cenário: cebolas argentinas!

Não é só a balança que veio da Argentina. O saco vermelho de cebolas Bego também veio do país vizinho. Pelo menos o produto é importado de lá. Oviedo jura que não foi intencional. O saco “apareceu” em meio aos primeiros elementos que foram utilizados para compor o cenário.


[Foto: Vitor Menezes]

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Temas da semana: 7 a 11 de junho

Segunda-feira é dia de programa inédito, às 19h e 22h, no canal 8 da Via Cabo ou em http://www.multtv.com.br/ . Nesta semana, de 7 a 11 de junho, estão nas prateleiras temas como publicidade em Campos, futuro do presidente Lula e, claro, Copa do Mundo.

Detalhes do cenário: a balança argentina

Caminhava eu janeiro passado pela feira de San Telmo, na Buenos Aires de Oviedo, onde e quando poderia pensar em um milhão de coisas melhores, e eis que me vem à cabeça, em meio aos muitos antiquários do lugar, que ali encontraria algo que tivesse a ver com o clima retrô que procuramos dar ao cenário da Mercearia.

Foi em uma casa muito antiga, uma espécie de cortiço que, em lugar de várias famílias em seus cômodos, tem várias lojas, que encontrei a balança. Achei a cara do programa e com a vantagem de não ser muito grande. Coube na bancada sem esconder todo mundo.

Para trazê-la, renunciei a algumas outras compras. Não somente pela grana, mas pelo excesso de peso. Até pensei em trazê-la na bagagem de mão, mas acabou vindo em uma mala mesmo. Chegou sem ferimentos graves. Agora faltam os pesos.


[Foto: Vitor Menezes]

domingo, 6 de junho de 2010

Detalhes do cenário: os produtos

Além dos cartazes antigos, alguns produtos de marcas tradicionais contribuem para mobilizar a memória afetiva, como dito no post anterior. Procuramos dar destaque a embalagens históricas como estas aí de Matte Leão, Maizena e Leite de Rosas.

Há, no entanto, algo que precisa ser corrigido: o excesso de embalagens de Ades, um produto muito novo para o espírito do cenário, e que só lotou as prateleiras em razão de ser muito consumido na casa de um certo mercearístico.


[Foto: Vitor Menezes]

sábado, 5 de junho de 2010

Detalhes do cenário: os cartazes

Os cartazes de propagandas antigas ajudam a compor o ar retrô desejado. Este tipo de publicidade quase sempre mobiliza aspectos afetivos, lembranças dos tempos em que não havia Wal-Mart (pelo menos aqui) e as compras rápidas eram feitas mesmo na mercearia da esquina. Nos bairros de Campos e na zona rural, estes pequenos comércios ainda têm um grande papel na sociabilidade (e no orçamento familiar).

Atualmente, há no cenário cartazes de produtos tradicionais como Biotônico Fontoura, creme dental Kolynos, Nescau e Grapete.


[Foto: Vitor Menezes]

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Detalhes do cenário: a concepção

Desde a primeira concepção do cenário, do Gustavo Oviedo, a idéia era aproveitar tudo o que lembrasse uma mercearia de bairro, preferencialmente das mais antigas. Desde sempre desconfiamos que o argentino não utilizou direito os R$ 4 milhões que recebeu do Fundecam para montar o comércio, mas o fato é que ele arrumou para o primeiro programa umas prateleiras, botijões de gás, alguns produtos, misteriosas luvas pretas e até um carrinho de mão.

A proposta é assumir toda a precariedade de um programa sem recursos (afinal, R$ 4 milhões, em Campos, não dão para nada). Tudo pode ser incorporado. Inclusive o quadro de giz, que passou a ser uma das marcas do programa.

Com o tempo, o cenário foi ganhando cada vez mais detalhes, além de mais produtos, que chegavam em pequenos carregamentos semanais vindos das casas dos mercearísticos. E o grande barato é que a cada semana a Mercearia pode estar com uma pequena novidade, por vezes até não percebida pelo espectador.

Aos poucos, em ritmo semelhante ao da construção do próprio cenário, vamos batendo papo aqui no blog sobre estes detalhes.

[Foto: Vitor Menezes]